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Indústrias do Ceará empregam 2,87% a mais

CE foi o único Estado brasileiro a registrar crescimento em relação a novembro de 2008, de acordo com o IBGE

A taxa de emprego no setor industrial cearense (com o ajuste sazonal) aumentou 2,87% em novembro do ano passado em relação a igual período de 2008, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, divulgada pelo IBGE, ontem. Foi o único estado brasileiro a registrar crescimento no período, embora os índices acumulados entre janeiro e novembro de 2009 (-0,52%) e dos últimos 12 meses (-0,57%) tenham permanecido negativos.

Em compensação, na comparação com o índice nacional de pessoal ocupado assalariado (-4,14%) e a própria região Nordeste (-1,25%), a situação das indústrias do Ceará é bem mais confortável. No Brasil, as taxas acumuladas entre janeiro e novembro de 2009 e dos últimos 12 meses recuaram, respectivamente, 5,51% e 5,16%. Na região nordestina, a queda foi um pouco menor: 3,54% nos primeiros 11 meses do ano passado e 3,41% nos últimos 12 meses.

Apesar dos dados ainda parecerem negativos para as indústrias do País, o histórico das últimas pesquisas do IBGE demonstra que está havendo uma recuperação do setor. Na comparação novembro/ outubro de 2009, o emprego industrial no Brasil avançou 1,1%, já considerando o ajuste sazonal. É o melhor desde janeiro de 2001 e o 5º bom desempenho consecutivo, com ganho de 2,7% acumulado no período. A média trimestral registrou expansão de 0,7% e acelerou o ritmo de crescimento: 0,2% em agosto, 0,3% em setembro e 0,4% em outubro.

Demais variáveis

Conforme o IBGE, em novembro, o Ceará também foi o único estado a elevar o número de horas pagas ao empregado da indústria (variação de 2,67% sobre igual intervalo de 2008), impulsionado pelo avanço em calçados e couro (14,5%). Todavia, de janeiro até o penúltimo mês de 2009 (-0,42%) e no acumulado dos últimos 12 meses (-0,66%), os índices no Estado continuaram deficitários. Mesmo assim, ainda foram os melhores dentre as demais unidades federativas do Brasil.

Os indicadores da folha de pagamento real, outra variável do estudo do IBGE, também foram positivos para o Estado. Em novembro, a alta foi de 3,20% sobre igual mês de 2008. O 2º maior do Brasil, atrás apenas do Espírito Santo. As variações acumuladas foram 4,53% de janeiro a novembro de 2009 e 4,18% nos últimos 12 meses, igualmente acima da média brasileira.

Fonte: Diário do Nordeste
ILO SANTIAGO JR.
ESPECIAL PARA ECONOMIA

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